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22 de set de 2011

Inspire-se !


Hoje vamos ampliar um pouco nosso horizonte!

Se você, querida mãe solteira, deu um “Google básico” buscando ajuda para sua nova situação, espero que inspire-se com a história da Lisiane.

Ela contou para nós e estamos compartilhando com todas vocês!

Se quiser entrar em contato com a Li, pode fazer pelo e-mail (autorizada a publicação) e dar os parabéns pela força e coragem!

Espero que gostem da história e sintam-se inspiradas em suas próprias!



A maternidade é um marco importantíssimo, seja desejada ou não.
Cada mulher e cada família tem sua própria maneira de vivenciar a chegada de um bebê.
Para mim, a maternidade chegou quando não planejada, nem ao menos era desejada. Eu havia desistido de ser mãe. 
Tive uma vida muito difícil, negligenciada por meu pai e superprotegida por minha mãe.
Quando fui abusada aos 5 anos, nada foi feito ou dito.
Aos 12 anos, ouvi meu pai me chamar de "Chicholina" (soube quem era e o que fazia anos mais tarde).
Eu cresci acreditando que eu era responsável pelo abuso.
Cresci com transtorno de ansiedade, pânico, depressão.
Comecei a me recuperar e a sentir que merecia viver quando sai de casa. Fui morar sozinha, trabalhar, estudar e muita terapia. Queria saber se valia a pena viver. 
Aos 26 comecei a achar que valia a pena e que o suicídio não era mais uma necessidade.
Foi então que decidi não ter filhos.
Que história vou passar para meus filhos? O que vou contar da minha vida? Como vou amá-los?
Diante da minha história, achei injusto ser mãe, pois a maternidade é algo sagrado para mim.
Educar um filho é de tamanha responsabilidade e eu temia cometer os erros graves dos meus pais.
Não queria ter filhos enquanto me sentisse desprovida de amor. 
Foi então que conheci o pai da minha filha.
Namorávamos a 1 mês, quando engravidei.
Sua primeira reação foi de muita alegria e companheirismo.
Ele começou a falar planos para morarmos juntos, e eu não estava certa de que queria isso.
Estava tudo confuso demais para mim.
Decidi terminar o namoro e paguei muito caro por isso.
Ele mudou de comportamento.
Ligava no meio da noite, me ameaçando, dizendo que eu seria uma péssima mãe e que não tinha ligação alguma com o bebê.
A única coisa que eu conseguia dizer era que ele ainda era o pai e que jamais me colocaria entre a relação dos dois.
Bem, ao longo do 2º mês de gestação, ele disse que só aceitaria o bebê se fosse casado comigo.
Então, dei uma chance e muito me arrependi.
Combinávamos as coisas e ele fazia outra.
Mas o pior estava por vir.
Num sábado a noite, quando ele voltou do trabalho, percebi que havia algo errado.
Bem, fui violentada por ele naquela noite e quase a perdi.
Entrei em depressão e comecei a desejar que o bebê não nascesse.
Um mês depois ele ainda me ligava.
Não comia mais nem saia mais casa.
Sozinha.
Entrei em pânico com tudo.
Tinha medo do que ele pudesse fazer com nós.
Foi então que rezei e pedi para Deus uma solução que protegesse a mim e ao meu bebê.
Bem, ele ligou uma noite perguntando se ele era realmente o pai. Primeiro entrei em pânico, mas logo percebi que aquela era a oportunidade que eu esperava:
 "Você não é o pai"!
E assim, pude renascer.
Era somente eu e meu bebê.
Agora, eu tinha que cuidar da gestação. Precisava me preparar psicologica, física e financeiramente.
O ruim, era que eu estava desempregada e ainda na faculdade.
Graças a minha mãe (meu pai pouco ajudou), minha filha nasceu e não lhe falta nada.
 Muito me questionei sobre como poderia criá-la e educá-la.
Mas quando a senti dentro de mim, quando a peguei no colo, meu coração derreteu.
Comecei um curso profissionalizante. Tenho planos e projetos para o futuro. 
Aquilo que eu buscava quando sai de casa, encontrei.
Hoje, me sinto privilegiada por ser mãe de uma menina encantadora, risonha e muito esperta.
Ela não é minha "muleta", mas ela faz minha vida ter sentido. Minha filha é meu tesouro.
A maternidade chegou quando eu não queria.
Mas tem sido a experiência mais significativa no turbilhão da minha história.
Para minha vida, um jardim floresceu.


Compartilhe sua história também!!!

15 de set de 2011

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Olá querida mãe solteira!

Temos recebido muitas histórias de mulheres fortes e valentes que estão descobrindo um novo jeito de estar no mundo, a partir da maternidade.

Gostaria de poder compartilhar cada uma delas com cada uma das leitoras do site, mas seria inviável: uma questão de tempo e de autorização para a publicação.

Hoje gostaria de propor o seguinte:

O S.O.S. Mãe Solteira tem um fórum.

Para que este espaço foi criado?

Para que você, querida mãe, que precisa desabafar, precisa colocar para fora o que aflige seu coração, possa fazê-lo dentro de um espaço que lhe garanta (caso prefira) o anonimato.

Por que você compartilharia sua história no nosso fórum?

Para que outras mulheres possam ver em você um exemplo de superação, de força, de inspiração.

Para que você possa receber um feedback de mulheres que vivenciam as mesmas coisas que você.

Enfim, para a troca de experiências!

Quando trocamos com o outro, ambos crescemos! (haja vista nossa barriga que cresceu muito depois de certa troca de fluídos – brincadeira!!!)

Espero que esse espaço possa crescer e, se não nos salvar, servir de ponte entre todas nós.

Aproveitem!