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29 de mar de 2011

Registrar filho de mãe solteira - Acabe com suas dúvidas!


Nós do S.O.S. esperamos sanar algumas dúvidas das mães que chegam até nosso site.

Para isso verificamos periodicamente as palavras chaves que trazem você até aqui.

Dados averiguados, nossos textos procuram falar a mesma língua que você.

Nas últimas semanas um tema recorrente nas buscas do “tio Google” foi:

“Mãe solteira pode registrar filho.”

Eu já contei como aconteceu o registro do Lipe, mas não fui muito clara.

Por isso, hoje, voltamos ao assunto e dessa vez vamos tentar explicar minimamente o processo que envolve esse momento tão especial.

Primeiro você deve escolher o nome do seu pimpolho, não é?

Existem sites na rede que nos contam a origem e significado dos nomes.

Eu usei e abusei desse recurso!

Sonhava que meu filho se chamaria Vinicius, mas quando vi o significado, desisti: o que tem boa voz.

Quem poderia me garantir que meu rebento seria um tenor?

Nome escolhido, agora é necessário (muito necessário) que seu bebê venha ao mundo, que você dê à luz.

Sim, a com crase! Porque você dá para a luz; ele sai do aconchego escuro do seu útero para a luz do mundo (poético isso).

Depois que seu bebê nasce, ainda lá na maternidade, você vai receber uma declaração de que seu filho nasceu vivo.

Chama-se isso mesmo: Declaração de nascido vivo.

Você sai da maternidade com a orientação para se encaminhar ao Cartório de Registro Civil para efetuar o Registro de Nascimento.

Aí é só você procurar na sua cidade o endereço do Cartório.

Endereço em mãos coloque a Declaração na bolsa, junto das fraldas, e se vista de coragem!

Quando a mocinha do balcão perguntar sobre o pai seja franca:

- Será registrado em nome da mãe.

Você não tem que explicar nada, viu!?

E se não tiver condições, nem precisa pagar, pois existe uma Lei que garante o Registro de Nascimento gratuito em todo o território nacional.

Amiga, não se desespere nem espere!

Boa sorte na sua nova vida de mãe!


24 de mar de 2011

Acredite no futuro bom!


Muitas das leitoras que entram em contato e enviam e-mails gritando socorro são mulheres que hoje estão solteiras, pois houve uma separação – sempre é dolorida – depois que a criança nasceu.

Mulheres que estavam lá naquele primeiro ideal de família – papai, mamãe, filhinho/filhinha – e que teriam tudo o que outras não têm (o pai ao lado) para ter uma vida feliz, não é?

Não, infelizmente.

Quando o assunto são relações humanas nada pode corresponder ao ideal.

Bem, essa história de ideal me incomoda muito, sabe. 

A gente cresce com tantos!

De beleza, de saúde, de escola, trabalho, a casa ideal, o carro ideal, a família ideal, etc.

Porque um Fulano decidiu um dia que X seria o ideal, nós pobres mortais passamos uma vida de sofrimento por não poder atingir nem metade deles.

Aí você não conseguiu ser a mais bonita da escola, nem a mais popular; não tem o carrão do ano que foi lançado em 159 países simultaneamente; não pode comprar aquela mansão dos sonhos naquele bairro caríssimo; talvez nem tenha tido a oportunidade de seguir a carreira com a qual passou a infância sonhando...

Aí você conseguiu ao menos um ideal, ufa!

Casou e constituiu uma linda família.

Mas aí o príncipe virou um sapo nojento, cheio de verrugas, gosmento e barulhento e muito sabiamente você resolveu dar um pé nele e mandá-lo de volta pra lagoa. Ou porque ele era agressivo ou porque era infiel; era um péssimo exemplo para estar ao lado de seu filho ou não conseguiu lidar com a responsabilidade que é criar uma criança.

Seja lá porque cargas d água, você teve a coragem de deixá-lo.

Meus parabéns! Primeiro passo rumo a sua auto-estima fortalecida!

Só que ai você se viu sozinha tendo de arcar com a responsabilidade de criar seu rebento sem a ajuda do sapinho e isso causou um pânico sem tamanho.

Ok, amiga. Eu entendo o pânico.

Sei o que é criar um filho sozinha e desejar ter ao lado um macho homo sapiens para auxiliar nas madrugadas, quando o bebê chora, para ajudar a empurrar o carrinho, para ajudar a carregar as bolsas, ajudar com a alimentação, educação, e com a orientação na criação de um ser humano digno.

Digno?

Vamos parar aqui para refletir:

Se você ama seu pimpolho vai desejar que ele seja um ser humano digno. Concordamos nisso, não é?

Mulher moderna que sou, recorri ao Aurélio online para saber exatamente o que significa:

Digno: Merecedor: digno de elogios. / Apropriado, conforme: filho digno do pai. / Honesto, honrado: um homem muito digno.

Pensa comigo agora, por favor.

Como você vai criar um ser humano digno tendo ao lado dele (e do seu) um homem que não consegue se comprometer com o papel de pai e com todas as responsabilidades atreladas a ele?

Como criar uma pessoa amável e carinhosa se ela vê o pai agredindo verbal e fisicamente sua mãe?

Nossa leitora, Maria Cristina, nos contou que vivia com o marido, mas este a agredia fisicamente. Quando sua filha tinha nove meses, nossa amiga percebeu que ela ficava agitada na presença do pai. Sabiamente ela se separou e foi procurar abrigo em um lugar no qual ambas pudessem se sentir seguras.

Até aí tudo bem e até eu teria feito a mesma coisa.

Até teria feito, não. Faria!

O problema hoje é que essa mulher que teve coragem de perceber que o sonho idealizado não correspondeu à realidade e nem por isso ficou presa a ele, agora se sente triste e amargurada.

Chora o fim do relacionamento e esquece o que ele era de fato.

Fica presa ao ideal que o tal Fulano disse que era o certo e se culpa por não ter conseguido atingi-lo.

Mas se nossa intenção é criar nossos filhos para serem melhores do que a gente, porque se culpar por querer uma vida melhor, mais digna e sem dores?

Existe uma coisa meio louca que alguns chamam de zona de conforto, mesmo que às vezes não nos conforte. É aquele lugar que a gente já conhece e se sente segura, mesmo que às vezes essa segurança não seja real.

Quando a gente sai dessa zona, desse território “confortável”, bate a insegurança do novo, pois nos abrimos para algo que ainda não vivemos, não conhecemos, não sabemos no que vai dar.

O medo gera angústia e a angústia nos deixa mais fracas do que realmente somos. Afeta nossa auto-estima e nossa crença de que podemos fazer diferente e melhor.

Então hoje proponho uma injeção de ânimo e crença num futuro bom!

Para amigas que assim como a Maria Cristina, tiveram a coragem de romper relacionamentos ruins e que estão tentando construir uma vida mais digna para elas e para seus filhos.

E proponho um basta aos ideais que só nos prendem e aprisionam.

Proponho uma vida apropriadamente bela e feliz para pessoas que, assim como ela, são merecedoras do melhor!

Cada ser humano tem dentro de si todas as possibilidades e potencialidades, basta acreditar.

Acredite sempre em você!


19 de mar de 2011

Momento pesquisa


Pretendemos, hoje, criar informações.

Tudo o que leio sobre “mãe solteira” está intrinsecamente ligado à adolescência.

São reportagens e matérias abordando o assunto sob diversos prismas, mas tendo o foco na gravidez que ocorre na adolescência.

Os e-mails das leitoras que têm chegado a nós nos mostram uma realidade paralela:

A média de idade é 26 anos.

São mulheres que engravidaram na vida adulta – ou no inicio dela, e quem tem dúvidas pertinentes a sua condição de jovem mulher e mãe.

Aí me questionei o seguinte:

- As adolescentes estão se prevenindo mais ou simplesmente não usam a internet?

Então hoje quero fazer uma pesquisa, se vocês não se importarem em dar uma ajudazinha básica, claro.

Eu disse lá na primeira página do site que pedir uma ajudazinha básica sempre é bom!

Escreva pra gente contando sua história e com quantos anos você engravidou.

Isso nos ajudará a abordar temas mais diretivos.

Ah, e antes que me esqueça:

Continuo na caça.

Eu fiz o cadastro no site de relacionamentos (busca no site) e estou esperando um contato. 

O problema é o que o site é pago e não to podendo me dar ao luxo de pagar para procurar um pai pro Lipe.

Acabaram as festas de fim de ano e eu não fui efetivada na loja de roupas infantis, então o crédito continua bloqueado e meu cheque foi suspenso por tempo indeterminado.

Mas a páscoa está batendo na porta e o coelhinho me visitou em sonho e ordenou: ganhe dinheiro com meus ovos.

Momento bizarro.

“Um coelho branco de olhos vermelhos apareceu em meu sonho ordenando-me para produzir SEUS ovos de chocolate. Explicações a parte sobre a origem dos ovos de páscoa, isso é a uma das coisas mais bizarras que já vi. Ovo de coelho! E ainda por cima de chocolate!! Pior foi ele, todo fofinho, dando uma de senhor feudal e mandando-me reproduzir seus ovos. Dois mamíferos de espécies diferentes entram em contato para reproduzir ovos. Até aí normal, né. Tudo bem que a biologia já dançou e que o Darwin se revirou no tumulo porque dois mamíferos de espécies diferentes iriam partir pros finalmente. Agora, esperar que reproduzissem ovos de chocolate foi demais até para um sonho. Vou procurar um psiquiatra e pedir em anti-psicótico, urgente!”

Precisando de ovos de chocolate com qualidade e higiene, estamos aí!

Quando entrar um $ volto no tal site e assino o plano.

Ou vou pra balada...

Se bem que os sábios recomendam: não procure casamento em balada.

Sigo a bula ou parto pra um manipulado?

Não se esqueçam de colaborar com nossa pesquisa!