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29 de fev de 2012

S.O.S., Lei, filhos sem pais.



Olá querida mãe solteira!

Nós sempre abordamos o tema de nossa condição com um senso de humor meio ácido, afinal, se não conseguimos fazer piada de nós mesmas, acabaremos sucumbindo ao preconceito que a sociedade – ainda- despeja sobre nós.

Entretanto há momentos nos quais se deve levar o assunto um pouco mais a sério.

Vendo o vídeo da matéria que saiu no Fantástico deste domingo achei pertinente colocar o link aqui no site, até porque ele aborda uma das questões que mais nos afligem:

- Como será para nossos filhos e filhas não ter o nome do pai?

Veja o vídeo aqui e reflita.

Nós temos uma opinião se formando sobre isso que é a seguinte:

Ninguém contou porque o pai não esteve presente na vida dessa criança – no caso do homem.
A mãe o procurou? Ele se negou na época a assumir o filho?

Por ora não saberemos.

Sabemos de nós, que decidimos ter um filho sem pai, pois o produtor do espermatozóide não se dispôs a ser o pai. Ou em outros casos até se propôs, mas desapareceu da vida dessa criança.

O que fica da matéria é a idealização da figura paterna e uma reflexão que devemos fazer: até que ponto deixar que nossos filhos idealizem o suposto pai?

Aproveitando, decidimos colocar o link da Lei que dispõe sobre reconhecimento de paternidade. Leia sobre ela aqui.

Não estamos aqui para verdades absolutas, como já dissemos anteriormente, mas para pensarmos juntas sobre essa situação e ponderar sobre o que é melhor para nós e nossos filhos.

Boas reflexões!


18 de fev de 2012

Reescrevendo sua história: dê um up na sua auto estima!!!



Olá queridas mamães solteiras!

Tudo bem com você (s)?

Espero que tudo esteja caminhando bem e para o melhor!

Estava lendo os comentários de algumas de vocês e – como sempre – o assunto recorrente é o infeliz do produtor do espermatozóide que abandonou e largou e não quer saber da mãe e do filho.

Outro assunto recorrente é reclamar que não tem mais vida social e que não consegue ninguém que se interesse por você, porque você é mãe solteira e isso dificulta muito e etc.

Lendo e refletindo e pensando em como foi isso comigo – sim, porque passei por tudo isso – cheguei à seguinte conclusão:

Auto-estima= 0 (zero) – ou bem próxima disso.

E falta de mudar o foco.

Claro que isso é um processo lento, bem lento – mas acredito que seja natural também.

Num primeiro momento estamos felizes porque estamos grávidas e temos um macho da espécie ao nosso lado e vamos formar uma família perfeita. Ai, de repente e sem aviso prévio, o infeliz tasca-nos um pé na bunda e some do mapa. (isso quando ele esteve ao lado tempo suficiente para acreditarmos na história da família)

O que sobrou?

Frustração e um forte sentimento de rejeição.

Além do medo e da incerteza de como será, nesse mundo de Deus, criar um filho sozinha.

O que fazemos?

Recorremos à auto-piedade e sofremos.

Reação completamente normal e justificável.

Quem gosta de ser rejeitada? Ainda mais quando esses hormônios – para mim, obra do diabo – estão todos loucos e querendo acabar com a pouca sanidade mental que nos resta?

Claro que o caminho mais previsível é acreditar que nada mais na vida dará certo e que você nunca mais será feliz e que nunca mais encontrará outra pessoa, um pai para seu filho, nunca mais formará a família perfeita do começo da história.

Mas depois de um tempo (parece o comercial do protetor solar, eu sei) você começa a perceber que as coisas não são bem assim.

Quando começa a mudar o foco percebe que agora você não é mais “só você sozinha e abandonada”.

Você agora é uma família!

Independente de ter um macho da espécie ao lado, você agora é sim uma família.

E quando seu olhar recai sobre você e a família que formou, começa a perceber que o que você sentiu e como foi tratada não significam que você não tem o direito de ser feliz.

Porque começa a perceber que ter sido abandonada (caso seja seu caso) não foi uma conseqüência do que você fez, mas uma atitude da pessoa que estava com você e que você não tem culpa do que aconteceu.

Percebe que ter optado por criar um filho mesmo sabendo que seria quase impossível – senão de todo – que ele um dia conheça o pai não significa que seu rebento será infeliz, pois você tem a capacidade de ofertar amor por dois, três, quantos for necessário.

Percebe que ter um namorado que te aceite com seu filho não é o fim do caminho.

Que ter um namorado é uma opção e que você tem o direito de escolher, assim como antes da maternidade.

Você volta a se amar, valoriza sua vida, valoriza sua família e então tudo o que passou vai servir para você crescer e amadurecer para que possa, em seu tempo, passar esse crescimento adiante.

Para mim essa trajetória demorou mais ou menos uns três anos.

Eu não culpei o produtor do espermatozóide, pois foi um romance curto sem rompantes apaixonados nem juras de amor – a escolha por ter meu filho e criar sozinha foi minha.

Mas passei pela parte de querer um pai substituto e reclamar que nunca mais nenhum homem iria me desejar, que quem se aproximava de mim queria uma “refeição garantida sem compromisso” e essas coisas típicas de quem está com a auto estima zerada.

Demorou um tempo, mas um dia me dei conta de que eu e minha família me bastavam e que eu não precisava de um macho alfa para ocupar o lugar de um pai na vida do meu filho e para passearmos os três de mãos dadas no shopping para me sentir bem.

Quando me dei conta disso, de que eu era suficiente sozinha, tudo começou a fluir melhor.

Fiquei mais seletiva em relação aos homens com os quais me envolvia, pois o desespero não era mais meu guia.

E quando resolvi que iria engatar um namoro o discurso era bem diferente do que seria lá no começo da jornada.

Não quero um pseudo-pai para meu filho e eu sou uma família. 

Se quiser agregar, seja bem vindo! 

Se não, tenho certeza de que posso encontrar alguém – caso eu queira – que valerá a pena partilhar e compartilhar da família que somos eu e meu filho.

Quanto ao produtor do espermatozóide?

Ele não tem idéia do que está perdendo! Lipe é uma pessoa especial e que encanta a todos! 

Quando pergunta do pai? “Um dia te levo para conhecer, caso você queira”.

E se isso acontecer, bem, será uma outra história.

O que quero dizer, com tudo isso é:

Ame-se!

Valorize-se!

Você vale muito!

Vale mais do que acredita.

Foque-se em você e na família que construiu e sentirá que tudo tem um motivo de ser nessa vida.

Força na jornada!

16 de fev de 2012

S.O.S. Mãe Solteira quer saber: e agora, Maria?



Olá querida mãe solteira!

Seja bem vinda (de volta).

Hoje pensei em fazer algo diferente.

Sempre coloco questões que, acredito, dizem respeito a nossa situação em relação a nossos filhos, à sociedade e a nós mesmas.

Hoje gostaria de tornar o espaço um local mais democrático, onde cada uma poderá influenciar diretamente as outras leitoras – e eventuais leitores – do site.

Gostaria que cada uma participasse e colocasse como se vira nessa situação, pois é algo que, inevitavelmente, todas passamos ou vamos passar.

E espero que possa servir como exemplos para aquelas que ainda não sabem muito bem como responder a essa pergunta que, às vezes, é tão delicada – ou que mexe muito com nós, mães.

Quando seu lindo rebento (a) chega e pergunta “cadê meu pai?” o que você responde?

Parafraseando o poeta: E agora, Maria?

Participem!!!