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17 de dez de 2010

Sou mãe solteira por opção.


Sou mãe solteira por opção.

Será?

Vejamos...

Já que nosso meio de comunicação é a internet, busquei no Aulet online o significado exato do termo:

Parte superior do formulário
(op.ção) sf. 1. Ação ou resultado de optar, escolher. 2. Cada uma das possibilidades pelas quais se pode optar; ALTERNATIVA.

É, sou mãe solteira por opção. Eu optei por levar a gravidez adiante, pois tinha a alternativa do não. Não sejamos hipócritas e vamos falar a verdade nua e crua. 

Existem clínicas e medicamentos que estariam ao meu dispor, caso meu desejo fosse interromper a gravidez. Até tentei, para ser franca, impedir a fecundação, recorrendo à pílula do dia seguinte, mas acabei nos míseros % que não sofrem o efeito esperado do medicamento.

Mas não estou aqui para falar de gravidez interrompida. Estou aqui para falar de escolhas.
Tive a possibilidade de escolher se seria mãe ou não. Já a questão do pai daria um livro!

Quando optei por ter meu filho, sabia intuitivamente (e depois por não restar dúvidas) que ele seria criado longe do pai biológico ou, como prefiro chamar, “o produtor do espermatozóide”.

Como a maioria das mulheres, essa foi minha segunda escolha.

Quando você é jovem – e tendo sido criada na civilização ocidental - acalenta sonhos de matrimônio e família feliz. Um filho está intrinsecamente ligado à figura de um marido/pai.

Algumas mulheres desistem do casamento, talvez por nunca terem pretendido um, talvez por terem desistido dos homens, mas acalentam o sonho de ser mãe e optam por uma gravidez independente e planejada.

Outras, como eu, não planejam, mas depois um mês recebem a noticia de que a noite tórrida de amor (ou prazer, pura e simplesmente) acabou rendendo um frutinho inesperado.

Seja qual for o caso, ser mãe solteira nos dias de hoje se tornou algo comum. Nos EUA pesquisas indicam que apenas 24% das crianças crescem vivendo com ambos os pais.

Não é tarefa fácil, pois temos que dar conta, sozinhas, da criação, do amor, da educação e muitas vezes do lado econômico. 

Entretanto pode ser muito gratificante e fazer uma boa massagem em nosso Ego, se tivermos uma visão ampliada da coisa toda: além de destemidas, enfrentar preconceitos, e topar o desafio de criar um ser humano sozinhas, damos conta do trabalho de dois e estamos na moda!

Quer conferir? Dá um “Google” e verá que somos a nova cara da família do Século XXI.


4 comentários:

  1. Estou adorando ler seu blog, você escreve de um jeito muito leve e engraçado. Devo dizer com toda sinceridade do mundo que a minha primeira opçao foi ter minha filha, no momento que eu desconfiei que estava grávida eu já me armei inteira pra enfrentar quem quer que fosse e ter o meu bebe que ja era amado desde aquele segundo Jamais considerei a possibilidade de interromper a gravidez, mas conselhos pra isso não faltaram.

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  2. nossa... foi exatamente assim que ocorreu comigo rsrs agora estou de 15 semanas de gestação... ainda sinto um friozinho na barriga pensando no futuro mas vendo que não estou só acredito que pode dar tudo certo... só uma pergunta... você foi aconselhada pelo médico a fazer algum exame pra detectar se o futuro bebê poderia ter algum problema congênito? isso esta me matando, o médico diz pra eu pensar positivo mas tenho medo pois não sei nada sobre a familia do "produtor do espermatozoide". E tenho medo de receber más noticias se fizer o exame...

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  3. Acho que nenhuma mulher algum dia tiveram sonhos de futuramente criar um filho sozinho sendo mae solteira mas algumas vezes sao consequncias que a vida nos leva ou algumas sao por opcao que a vida acabou levando mesmo, mas nos dias de hj concordo contigo se tornou comum. E infelizmente sao poucos casais que conseguem ter um casamento com filhos realmente felizes e duradouro em paz...

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  4. Estou adorando o blog, até me inspirei e criei um para mim, não vai ser fácil essa fase, daí estou buscando forças em tudo que encontro, se puder faz um visita
    http://mae-estudante.blogspot.com.br/

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