Curta

5 de jan de 2011

Preconceito, sempre ele!

Hoje fui verificar como andam as palavras-chaves que trazem vocês até aqui.

Em 90% dos casos, obviamente, o termo “mãe solteira” aparece. Mas surgiram outras buscas:

“Mãe pode registrar filho sem pai.”

“Como matricular filho sem registro na escola.”

 “Como registrar a paternidade de uma criança filha de mãe solteira.”

“Como é a vida de mãe solteira.”

E por aí vai...

Já contei aqui no site sobre o Grande Dia da Primeira Matrícula. Se depois de ler, ainda tiver dúvidas, manda um e-mail que a gente (eu) esclarece.

Como é a vida de uma mãe solteira? Bem, ainda estou vivendo isso, diariamente, diga-se de passagem.

Como registrar a paternidade de uma criança sem pai vai ficar para uma próxima, pois é assunto pra um livro!

Hoje vamos falar sobre o (ainda) tão temido termo “mãe solteira”.

É uma expressão bastante difundida e utilizada por todos, muitas vezes até para definir quem é você.

Você pode dizer que é uma mulher solteira de um filho sem pai, se preferir.

Ou que é uma produtora independente de crianças.

Não importa muito o termo, e sim se você permite que os outros te enquadrem nele e te rotulem como um “conceito”.

Mas vamos esmiuçar mais a questão, ainda que brevemente.

Você é mãe e estar solteira não interfere, teoricamente, na relação que você tem com o seu filho. Não define se você é uma boa mãe ou não, se nasceu para a tarefa, se cria seu rebento do jeito certo ou errado.

Você poderia estar casada e ser uma péssima mãe, assim como pode estar solteira e ser uma péssima mãe.

Pode ser uma ótima mãe que está solteira e continuaria sendo, caso fosse casada.

Acredito que a grande questão aqui é mãe atrelada ao estado civil.

Vivemos em uma sociedade que adota como modelo de família perfeita “pai-mãe-filho” e se você está fora dessa, sente-se realmente "de fora".

O preconceito em assumir o outro modelo “mãe e filho” vem da falta de um companheiro, quase sempre. 

Ou seja, na maioria dos casos não é a capacidade de ser mãe que está sendo colocada em xeque, mas a falta de um marido.

Como mãe solteira, penso que devemos aceitar que fazemos parte sim de uma família. Não estamos por fora. Só não estamos no primeiro modelo.

E nossa capacidade em criar bem nossos filhos não pode ser vinculada a um marido/pai.

Não vamos ser ingênuas a ponto de dizer que é maravilhoso ser mãe sem ter alguém ao lado para dividir a responsabilidade pela criação de um filho. Não jogamos pedra na cruz nem queimamos dinheiro (ainda).

Mas vamos parar e refletir por um instante:

Necessariamente temos que ter a ajuda do marido/pai?

Não podemos encontrar esse apoio na família, nos parentes próximos, vizinhos ou amigos? 

A “falta do produtor do espermatozóide ao lado do seu pimpolho” não é sinônimo para “infelicidade eterna para o pequeno”.

Já disse isso aqui uma vez, mas vou repetir para que fique gravado:

Quantas crianças você conhece que nasceram dentro de um casamento e hoje vivem sem um dos pais ao lado? Quantas não têm o pai, pois este faleceu? Quantas até tem o nome do produtor no registro, mas o vínculo acaba ali?

Serão mais felizes ou menos felizes que seu filho?

Então, minha querida, se você ama seu filho, recebe apoio de alguém e está na luta diária para torná-lo um ser humano do bem, para de se preocupar com o fato de ter engravidado solteira e foca no presente/futuro.

Afinal, você engravidou solteira, mas não quer dizer que vai ficar sozinha pro resto da vida.

Fuja de quem te rotula: Você não cabe num rótulo!

E se demorar demais para aparecer um marido, faz como eu:

Vai á caça!


PS.: O "produtora independente de crianças" foi ótimo. Já imaginou como uma mulher pode produzir sozinha uma criança? Pensei em reprodução assexuada, mas aí seria uma grande ameaça para nossa espécie, pois os filhos machos acabariam, já que geraríamos apenas clones fêmeas. Se eu não tivesse um machinho da espécie dentro de casa, talvez visse com bons olhos essa opção.  ; )


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Meta a mamadeira!