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4 de mar de 2011

Up na autoestima!


Olá para todas! (e eventualmente para algum macho homo sapiens que nos visita)

Eu juro que tento fugir do tema “preconceito”, sair desse estigma que nós nos infligimos, mas fica difícil quando 100% dos e-mails que temos recebido abordam essa questão.

Tá, vou deixar de lado (só por hoje) meus óculos-cor-de-rosa e ver a vida como ela é.

Não é fácil ser mãe solteira, concordo.

Se fosse um paraíso na terra eu não teria criado o site e ele não receberia tantas visitas e tantos pedidos de socorro.

Temos que nos haver com uma sociedade machista, na qual, até bem pouco tempo atrás, a função da mulher era reproduzir em cativeiro e servir o amo e senhor macho provedor.

Mas vem cá: vivemos tempos modernos, não é?

A mulherada está aí, no mercado de trabalho, arrasando. Somos polivalentes e multifuncionais.

Eu mesma, estudo, trabalho, sou mãe em tempo integral, tenho um site que procuro alimentar semanalmente, lavo roupas, limpo casa, pego congestionamento, busco Lipe na escola (lembram que fui matricular ele outro dia?), participo de reunião de “mães”.

Por que reunião de mães chama reunião de pais? 

Você tem filho na escola?

Responda-me, por favor, se já viu algum pai comparecendo na data e hora marcadas para ouvir a professora por uma hora abordando temas genéricos, depois esperando por mais quarenta minutos na fila para a conversa particular sobre como seu pimpolho tem se comportado na escola?

Eu nunca vi! Se bem que só fui a uma reunião...

Então somos essas mulheres descoladas, ágeis, diretivas, flexíveis, multiuso e ainda temos que dar conta de um troço estranho que querem nos imputar: pré-conceito.

Pára tudo, por favor!

Vai agora pra frente do espelho (bem, lê primeiro, depois você vai lá) e diga em alto e bom som:

- Eu sou a melhor mulher do mundo! Sou limpinha, educada, sei contar, multiplicar, dividir...

Estou brincando! 

Vai lá e fala:

- Eu sou a melhor mulher do mundo! Sou bonita, educada, inteligente, crio meus filhos com amor e quero ser uma pessoa ainda melhor. EU SOU MARAVILHOSA!!!

Agora pode ir lá e repetir até se convencer disso.

Porque o grande problema não é o preconceito, mas o que fazemos dele, sabe.

Se você está com sua estima lá no alto, pode chegar o Papa te excomungando, e você vai soltar uma piadinha dizendo que ouviu falar que o céu é mesmo um tédio, nem queria ir pra lá.

Estou pensando em criar uma cartilha com dez frases de impacto para dar um “up” na auto-estima das mães solteiras...


 “Consigo fazer sozinha o que a maioria das mulheres fazem com um macho homo sapiens ao lado: crio e amo meu filho.”


“Meu corpo gera vida. Sou uma Deusa e tenho o sagrado em mim.”


“Sou multiuso: mãe, mulher, empregada (ou patroa), professora (às vezes), educadora, negociadora (temos que negociar muito com nossos filhos e com o mundo, de forma geral), contadora de histórias, cantora (você também canta pro seu filho dormir?), cozinho, lavo, passo, organizo meus rendimentos e ainda me sobra tempo para dedicar amor ao meu filho/filha.”


Quem tiver sugestões de frases pode comentar ou enviar um e-mail que a gente (eu) publica aqui.

Vamos lá, vamos nos dar valor!!!

Chega de aceitar pré conceitos e façamos um novo conceito para nós. 

Se os outros querem nos enquadrar e rotular, quem melhor que nós mesmas para buscar uma definição?

Vamos nos apoderar de nós mesmas!!!

4 comentários:

  1. Sim, eu vejo homens nas reuniões da escola. Não é tão incomum...
    Não, não sinto preconceito por ser mãe solteira. Concordo que a nossa própria atitude é que nos define. Moro no Rio de Janeiro e fui criada sem me preocupar com o que os outros pensam (no estilo: quem paga as minhas contas sou eu!).
    Tenho um filho de 10 anos(cujo pai é dependente químico e vive internado) e estou grávida de 6 meses e meio(este pai ainda não percebeu a diferença entre QUERER ser pai e se sentir OBRIGADO a ser pai)
    O que eu mais sinto falta é de ter um companhia para dividir as responsabilidades de criar um filho e somar os lucros do meu trabalho.
    Gostaria de conversar e trocar idéias com pessoas que tenham uma situação parecida com a minha...

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  2. sou mãe solteira,de uma menininha de um ano e sete meses Gabriele,cuido dela sozinha desde novinha,e tenho apenas dezessete anos,Deus tem me ajudado até aqui.Ela é tudo na minha vida.Ruth Lopes-Guaxupé

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  3. Tenho umas frases boas pra sua cartilha:

    Se qdo o meu filho se desenvolveu dentro de mim não precisei de um macho, pq agora eu vou precisar...

    Sim, eu fui a responsável pelo primeiro alimento do meu filho, fui eu que produzi os seus primeiros anti corpos, se eu defendi o seu organismo tão sensível nos primeiros momentos da sua vida, pq agora vou precisar de mais alguém...

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  4. Amanda amandinhaioop@gmail.com16 de maio de 2012 23:57

    Estou gravida de 2 meses e o pai nao da a mínima para mim, nao se preocupa com as consultas ao medico e nem com o meu estado emocional que nao anda nada bom nos últimos dias, me sinto sozinha, abandonada, feia.. Queria buscar em algo forca para sair dessa.. Ser forte e voltar a ser a mulher que eu era.. Nao consigo me abrir com meus amigos e nao sei mais o que fazer..

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