Curta

5 de out de 2012

Mães, filhos, machos da espécie. Como lidar?




Olá a todas queridas mamães que sempre são o ar da graça por aqui.

Hoje estou reflexiva e o que aconteceu (bem recentemente) só reforça o que sempre digo:

- Existe sim preconceito em relação a ser mãe solteira!

Não sei se já contei, mas estou namorando.

Faz um bom tempo já – quase dois anos.

Pois é minha filha, apesar de acreditarmos que isso é impossível, existe sim luz no fim do túnel!

Hora ou outra vai aparecer alguém na sua vida que vai te desejar, te querer, dar “uns pegas” e todas as outras “nuances” que envolvem estar com um macho da espécie.

Para mim aconteceu de forma natural.

Comecei a trabalhar – estágio na verdade – e um dia lá estava ele.

Eu não dei muita bola, porque estava bem comigo mesma e já tinha saído dessa maldita neurose histérica de que temos que ter um macho ao lado para sermos felizes.

Talvez porque eu estivesse bem comigo mesma, com meu filho e minha vida de forma geral, o rapaz ficou interessado.

Então, sacou?

Se eu estivesse deprimida, chorando, me culpando pelo pobre coitado de meu filho que nunca terá um pai, será que algum homem em sã consciência me olharia com olhos de desejo?

Então papo veio, papo foi e ele resolveu me chamar para sair e saímos e ficamos e namoramos e estamos até hoje.

Você também poderá ter isso de volta na sua vida, por mais que agora tenha certeza que não.

Acredite!

A questão que quero colocar é a seguinte:

Como medir a relação que nossos rebentos terão com esses homens?

Conversando ontem com meu macho da espécie, uma daquelas poucas conversas totalmente francas e honestas que raramente as pessoas dão espaço, ele me disse que ficou com medo de se relacionar comigo.

Sabem por quê???

Eis suas palavras:

“Olhar para seu filho me doía, porque ele é a prova de que você já esteve com outro homem.”

Hoje isso passou, creio eu.

Mas infelizmente é assim que somos vistas.

Até porque nossa sociedade falida insiste em pregar o “papai-mamãe-filhinhos” e quando nós não nos encaixamos nesse padrãozinho ultrapassado, eles simplesmente não sabem o que fazer conosco.

Ele – meu macho da espécie – disse que se apaixonou assim que bateu os olhos em mim. 

Mas que quando conheceu um pouco da minha história, pesava o fato de já ter um filho.

Nada a ver com o meu rebento, claro.

Mas com essa baboseira de ser criado para pegar as vagabundas e sair transando e esperar até a virgem nossa senhora aparecer para poder casar.

Quando dei inicio ao site me propus à troca de experiências e ir contanto as coisas, conforme iriam acontecendo.

Já disse muitas vezes que não pretendemos ser donas de verdades absolutas e que são reflexões sobre a vida de mães solteiras e tudo que engloba isso.

O que quero dizer, no final, é:

- Tome cuidado com quem você leva para perto do seu rebento!

Você primeiro tem que conhecer bem a pessoa e tentar sacar (somos muito intuitivas) se renderá frutos ou não.

Afinal hoje, quando nos relacionamos, não é uma relação bidirecional.

Na verdade é um Édipo total, uma relação triangular na qual vão competir por seu amor o rebento e o macho da espécie.

Portanto é imprescindível que você, antes de levá-lo para conhecer seu pimpolho, perceba se ela será suficientemente bom para dar conta do recado.

Quando éramos sozinhas, se nos frustrássemos, o problema era nosso e ponto!

Hoje temos um terceiro elemento que não se vira sozinho e que depende de nós para muitas coisas, inclusive sobre a escolha de quem fará parte de sua família.


Beijos a todas e boas reflexões!


Tem uma história parecida para contar?

Quer compartilhar?

Use nosso fórum!




2 comentários:

  1. Realmente é muito importante conhecer bem que vai esta conosco e com o nosso rebento rs.
    É triste saber que a maioria dos homens nos vizualizam " virgens "
    Eu ainda estou no meu resguardo, tô meio assim com os machos rsrsr. Estou sem paciência, sem tolerância, ainda não estou visualizando esta possibilidade, massss vamos esperar pra ver (nunca diga nunca). Meu bb tem 2 aninhos e no momento me sinto plena com ela,ainda não tem espaço para outra pessoa. Bjus. Gosto muito do seu blog.

    ResponderExcluir
  2. Gostaria de contar a minha historia, como faço ?

    ResponderExcluir

Meta a mamadeira!